Sábado, 04 Set 2010
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Relato da rodada Porto Alegre sobre Matriz de Classificação Hoteleira Imprimir E-mail
Sáb, 03 de Abril de 2010 17:09
PRezado Sr. Presidente José Reinaldo Ritter:

Abaixo te passo um relato do evento que considero será o ECAD 2 da hotelaria brasileira, se não for feito algum movimento para mantê-lo no campo civilizado.  

Tambem gostaria de alertar que o presidente da ABIH RS, como foi o anfitrião desta primeira etapa, das sete outras que estarão sendo feitas semanalmente nos próximos dois meses, março e abril, será de bom alvitre que todas as ABIHs estejam engajadas nestas discussões, colocando sempre de forma o mais uniforme possível a idéia da entidade. Isto decorre que a ABIH tem associados em todas as matrizes e se ficar omissa, todas as atitudes serão no sentido de tirar dinheiro do hotel. Isto ficou claro em Porto Alegre pela maneira como o processo foi conduzido. Não podemos ser inocentes.
 

O EVENTO


Em um evento que tinha todo o interesse da hotelaria do país, em todos os segmentos, foi muito estranho que o convite não tenha sido emitido para os hoteleiros, pelo menos nas nossas consultas, alguns personagens não foram convidados. Falei pessoalmente como o Roberto Snel do Everest, com o Ziad, com a Margarete Rimolli, com o Juarez Molinari, com o Abdo Taufik Nader, com o Marcelo Carvalho e nenhum deles havia sido convidado e a divulgação do evento não dava nem a programação nem o local. O convite para a ABIH/RS chegou no dia 19. Os que sabiam da existência, até mesmo porque o FRONTDESK deu a noticia e não deu nem local, programação ou conteúdo, porque o release do Ministério do Turismo tambem não informava isto. Porem, a ABIH tinha conhecimento pois, na Assembleia do IBH no dia 4 de fevereiro, o Airton Pereira (ex-secret´rio nacional de politicas de  turismo do Ministério do turismo e que foi apresentado naquela ocasião, dia 4 de fevereiro, como novo consultor do IBH) distribuiu um folheto com o calendário dos eventos que vão discutir as 8 matrizes e o FRONTDESk o tem mantido em sua página na internet.
 

No decorrer do evento, ficou claro que a intenção do ministério é de carrear isto para as instituições de ensino e aparentemente há um privilegiamento da ABBTUR, pois dona Jurema Monteiro, veio de Natal até Porto Alegre sob os auspícios da organização. Esta constatação ficou sacramentada na fala final de quem realmente está liderando este processo: a professora Norma Moesch, que declarou que “esta matriz é um sonho antigo meu, que a mais de quinze anos tenho lutado por ela, e sempre com a ajuda e o engajamento das IES (instituiç~eos de ensino superior)”. Para quem não sabe, a professora Norma é a inventora do turismo e mãe do Ricardo, que está diretor do Ministério para esta área.
 

Na platéia, maioria de bacharéis de turismo (que pode ser visto como ponto positivo), estavam os coordenadores de turismo de 3 escolas:

1.    FARGS (Ana Lúcia mais dois professores),
2.    SENAC (Alonso e mais 2 professores) e
3.    UNIFRA (Norma e mais 5 professores), totalizando 12 pessoas.  

O SEBRAE tambem estava ativamente engajado com 2 consultoras, em promover seus projetos e de levar seus pleitos para dentro da MATRIZ. Alguns consultores e alguns bacharéis, alem de algumas pessoas que são presenças contumazes em todos os eventos do trade. A hotelaria estava representada por sete entidades:

1.    ABIH Nacional
2.    ABIH/RS
3.    ABIH/SP
4.    ABIH/MG
5.    FOHB
6.    CNTur
7.    Sindpoa 

As pessoas:

1.    José Reinaldo
2.    Henrique Lenz
3.    Nelson Garcia
4.    Luiz Chaves Barcelos
5.    Abdon Barreto Filho
6.    Bruno Omori
7.    Louro Orsky
8.    Jose Justo
9.    Heloisa
10. Poliana
11. Sigrid Dierkens 

Funcionários públicos

1.    Mauricio Tavares
2.    José Paulo Menezes
3.    Vanessa Engster
4.    Karla Riesse
5.    Mauricio Amorim
6.    Lenora Schneider 

Estes totalizaram 29 pessoas das 42 que estavam presentes ou se fizeram presentes durante todo o evento. Os demais eram alguns turismólogos desempregados e alguns curiosos, sendo que dois são penetras de coquetel muito conhecidos em nosso meio, alem da presença da assídua e ativa Sueli Ribeiro, nossa Guia de Turismo símbolo do RS.
 

Haviam tambem alguns funcionários públicos não concursados, como era o caso do Secretário de Turismo de Olinda, o Diretor de Planejamento de Turismo de Pernambuco, e alguns concursados, como era o caso do Maurício, da Vanessa e da Karla da SMTur. A Lenora, recém aposentada da SETUR, tambem foi bastante presente. Notei tambem um bom número dos representantes dos desempregados históricos que tiveram forte, ativa e assídua atuação, talvez interessados nas oportunidades de trabalho que podem surgir com a implantação da matriz, tanto na implantação, como no monitoramente e na fiscalização.
 

A atuação de cada um
 

Os coordenadores de cursos
eram muito ativos, comandando um movimento para que a classificação torne-se obrigatória.

Os professores
atuaram dentro de uma forma organizada, distribuídos estrategicamente, com pelo menos um em cada um dos sete grupos. Os professores tiveram atuação muito mais de observadores com a batuta de relatores dos grupos. Os trabalhos foram sempre dirigidos para que a harmonia e a espontaneidade fossem obrigatórias, garantindo sempre o resultado que o ministério gostaria que fosse atingido. 

Os desempregados
tiveram atuação presente com uma intenção muito grande de aprender tudo a respeito de hoteis. 

Os consultores do SEBRAE
estavam sempre preocupados em promover sua instituição, levando para a discussão algumas ansiedades de seus projetos (fora do objetivo da matriz, mas, de grande interesse por todos os instrutores e vendedores de cursos ali presentes), inclusive tentando transferir para a responsabilidade dos hoteis, ações que são responsabilidade dos destinos (prefeituras). 

Os bacharéis de turismo
não tiveram atuação tão gritante, mas, ficou claro que os cordões invisíveis das marionetes que tocam o projeto de transferência de poder do ministério para a SBM (futuro ECAD 2 da hotelaria), é um objetivo desta entidade.  

Os moderadores e funcionários do MTur
, tiveram a intenção de esvaziamento da ABIH e da hotelaria organizada, isto ficou patente, e tambem foi explicitado na hora que um coordenador de curso reclamou que “lamentável que os principais interessados, que são os hoteleiros, não estavam presentes”, o que foi contestado pelo Henrique Lenz e contemporizado por um dos moderadores, inclusive dizendo que isto realmente era até positivo, “senão iriam atrapalhar”, porem, os dois (Professor e Moderador) cometeram um erro de contagem: os representantes da hotelaria era o maior grupo presente e com o maior número de entidades representado. 

Profissionais da hotelaria
, alguns profissionais destes que trabalham na rede hoteleira, tanto nacinais com estrangeiras, nos mais variados cargos, atuaram de forma não muito corporativa, defendendo o processo de classificação, porem, com um engajamento muito mais olhando seu próprio futuro ou sua posição atual na empresa em que trabalha, do que pensando no segmento econômico onde está emprestando seu talento e sua expertise, ora tentando fazer com que a matriz beneficie a sua empresa empregadora em relação a concorrência, ora de olho no seu futuro pessoal fora dela, empresa. 

Se levarmos em consideração que esta reunião reúne uma série de “pega-ratão” - como o fato de não divulgar com antecedência o local, fazer o evento na cidade mais longe do país, convidar os hoteleiros em cima da hora e entupir a sala de pessoas escolhidas a dedo todas advindas da IES - a atuação da hotelaria foi a melhor possível, porem, sem influenciar nas questões fundamentais, pela lógica perversa de olhar primeiro o próprio umbigo antes de olhar o conjunto.
 

Henrique Cesar Lenz

Do grupo da hotelaria, a atuação do Henrique Lenz foi destacada. Ele interferiu em todos os momentos em que a hotelaria nas faixas em que a ABIH atua foi questionada ou colocada em risco por causa de ingerências de pessoas que não tem conhecimento de hoteis e estavam influenciando em questões de pernicia explícita, como o fato de querer classificar hoteis sem cortina, disponibilizar amenidades gratuitas, ou abrir sinal de internet ou ainda levar carga extra de serviços para a responsabilidade de hoteis. Ele, que não se posiciona como bom orador, superou as expectativas ao enquadrar principalmente os funcionários públicos que queriam transformar os hoteis em um departamento de suas prefeituras. Sem piti, porem, com uma firmeza surpreendente, ele liderou os hoteleiros ao falar na parte final e dividiu com a Poliana, de Belo Horizonte,  profissional da rede Bristol, que foi uma das pessoas mais inteligentes e incisivas principalmente na hora de defender as posturas profissionais e empresariais da hotelaria. Esta senhora sofreu inclusive alguns constrangimentos por parte da “oposição”, representada principalmente por alguns consultores e alguns funcionários públicos, mas, conseguiu manter a postura, apesar da angústia expressada.
 

TWITTER:
·         Captado nas palavras de um hoteleiros experiente que não agüentou o marasmo de analisar item por item da matriz e foi cuidar do hotel onde ele é o único dono e gestor: “Difícil de entender: se o mercado não pede, se os donos de hotel não pedem, porque o governo insiste? Será porque isto é uma grande fonte de renda para os que vão trabalhar nesta área de classificar, monitorar e fiscalizar nossos hoteis?”
·         Desempregados históricos estavam eufóricos com a possibilidade de arrumar uma colocação prometida pelo lobby da ABBTUR
·         Uma iniciativa e orquestração da professora Norma. A ditadura da idéia pessoal acima de qualquer lógica
·         Aviso de intelectuais sempre soaram como vaticínios e só são levados em conta muito tempo depois, com a desgraça consumada ou a tragédia acontecida e mesmo assim, depois que ele morre ou vai embora para bem longe.

·         a Matriz como está sendo colocada, é o ECAD 2 da hotelaria. Com duas dose a mais de maldade: vai engessar o desenvolvimento do setor e gerar um canal de corrupção de dar inveja ao povo do DETRAN.


 

"Depois da queda das estrelas da EMBRATUR, o mercado teve um grande desenvolvimento e isto foi graças a desregulamentação que liberou o mercado para buscar meios de firmar suas marcas e a qualidade melhorou infinitamente".

José Justo